A entrada na creche é um marco importante para o desenvolvimento da criança — novas experiências, socialização e descobertas fazem parte dessa fase. Mas, para muitas famílias, esse período também vem acompanhado de uma queixa frequente: “desde que começou a creche, meu filho vive doente!”
Essa percepção é comum e, até certo ponto, esperada. Mas como saber se essas infecções são normais ou se já é hora de procurar um especialista, como o pneumopediatra? É isso que vamos explicar neste texto.
Por que as crianças adoecem mais ao entrar na creche?
Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico da criança ainda está em desenvolvimento. Ao entrar na creche, ela passa a ter contato com diversos vírus e bactérias presentes em outras crianças e no ambiente — especialmente em locais fechados, com muita circulação de pessoas
As infecções mais comuns nesse contexto incluem:
- Resfriados
- Gripe (influenza)
- Bronquiolite
- Otites
- Amigdalites
- Faringites
- Pneumonias
É natural que nos primeiros 2 anos de vida escolar, a criança apresente de 8 a 12 episódios de infecções respiratórias por ano, com maior concentração nos meses mais frios e chuvosos.
Isso é bom ou ruim para a imunidade?
Apesar de causar preocupação nos pais, esse contato com diferentes microrganismos faz parte do processo de amadurecimento do sistema imune. A cada novo episódio, o corpo “aprende” a se defender melhor — por isso, muitas crianças passam a adoecer menos a partir dos 4 ou 5 anos.
No entanto, é importante observar como a criança reage, quanto tempo demora para se recuperar e se há sinais de doenças mais graves ou recorrentes.
Quando as infecções deixam de ser normais?
Alguns sinais indicam que os episódios vão além do esperado e precisam ser investigados:
- Infecções com frequência muito acima de 12 por ano
- Pneumonias ou bronquites que se repetem
- Tosse que nunca desaparece totalmente
- Chiado no peito frequente
- Dificuldade para ganhar peso ou crescer
- Necessidade frequente de antibióticos
- Internações recorrentes
Esses quadros podem indicar asma, alergias respiratórias, problemas estruturais nas vias aéreas, refluxo, imunodeficiências ou outras condições que merecem atenção.
O papel do pneumopediatra
O pneumopediatra é o especialista responsável por investigar causas de doenças respiratórias de repetição. Ele avalia o histórico da criança, examina o padrão das infecções e pode solicitar exames complementares quando necessário.
Além disso, orienta medidas preventivas como:
- Controle de fatores ambientais (ácaros, mofo, fumaça de cigarro)
- Atualização do calendário vacinal
- Suplementação de vitaminas, quando indicada
- Avaliação da alimentação e sono
- Acompanhamento da imunidade
O que os pais podem fazer para ajudar?
- Incentive a lavagem das mãos com frequência
- Mantenha as vacinas em dia (incluindo gripe e pneumococo)
- Evite enviar a criança doente para a creche
- Converse com o pediatra sobre possíveis estratégias de prevenção
- Observe se os sintomas sempre voltam iguais ou se mudam com o tempo
Cada criança tem seu tempo
É importante lembrar que algumas crianças se adaptam rapidamente à nova rotina da creche, enquanto outras levam mais tempo. Ficar doente no início é comum — mas não significa que a saúde do seu filho estará sempre assim.
Com o acompanhamento certo, é possível garantir uma infância saudável, ativa e protegida.
Agende uma consulta com a Dra. Ana Clara
Se você percebe que seu filho tem ficado doente com muita frequência desde que começou na creche, marque uma consulta com a Dra. Ana Clara Toschi, pneumopediatra. Ela está preparada para identificar o que é esperado e o que merece investigação mais profunda — sempre com acolhimento, escuta ativa e foco na saúde respiratória da criança.
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Fontes utilizadas:
- Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
- Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/MS)
- Manual MSD de Pediatria
- GINA – Global Initiative for Asthma
- Beep Saúde
- Família SBIm





